Voltar para conteúdos Voce é da nossa conta

Planejar, aposentar, aproveitar: como a previdência privada pode ajudar você nisso

Garantir uma renda extra para a aposentadoria, além da Previdência Social, tem se mostrado cada vez mais importante. Não importa a idade, poupar e planejar-se financeiramente é a melhor escolha para aproveitar no futuro. Para isso, é recomendado tomar medidas de prevenção o quanto antes.

Garantir uma renda extra para a aposentadoria, além da Previdência Social, tem se mostrado cada vez mais importante. Independentemente da idade, poupar e planejar-se financeiramente é a melhor escolha para aproveitar o futuro. Para isso, é recomendado tomar medidas de proteção o quanto antes.

Que tal fazer um investimento?
Uma das melhores sensações na vida é ter dinheiro, mas melhor ainda é vê-lo rendendo. Nesse assunto, os investimentos são muito vantajosos para que seus recursos se multipliquem, por trabalharem com juros compostos.

Ao contrário dos juros simples, nos quais a incidência ocorre apenas em relação ao primeiro montante aplicado, nos compostos a taxa está ligada ao saldo final do período anterior (os juros rendem sobre juros).

De forma prática, funciona assim: considere um investimento mensal de R$ 100 a juros de 1% ao mês.
No primeiro período, os juros incidirão normalmente sobre os R$ 100 (100 x 1% = 101).
Já no segundo, o 1% renderá sobre o montante com os juros (101 x 1% = 102,01 + 100).
No terceiro mês, o cálculo já será 1% sobre os R$202,01 e assim por diante.

Portanto, quanto mais tempo passar, mais os juros compostos trabalharão em favor do crescimento do montante investido.

Por que escolher a previdência privada?


A previdência é um tipo de aplicação calculada com juros compostos e facilita o planejamento sucessório, ela é ideal para quem quer poupar aos poucos e garantir um futuro mais tranquilo.

Além disso, é muito indicada para a aposentadoria por se tratar de um investimento prioritariamente de longo prazo.

Quando você coloca seu dinheiro em uma aplicação que não seja previdência complementar, ao se aposentar, deverá ter um bom conhecimento de finanças para administrá-la e poder resgatar mensalmente um valor que não comprometa a rentabilidade do investimento.

Mas se você apostar em uma previdência complementar, a gestão do seu dinheiro será realizada por uma Entidade de Previdência Complementar, que é especialista no assunto, podendo optar como receber os benefícios mensalmente sem comprometer a sua rentabilidade.

Outra grande vantagem é que o seu dinheiro é somado ao de várias outras pessoas, formando um montando alto de recursos que, quando aplicado no mercado, rende muito mais que um investimento isolado.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma aplicação exclusiva para a aposentadoria, pois pode ser considerada uma alternativa para a diversificação de investimentos. Afinal:

- Não tem come-cotas, e o Imposto de Renda é pago somente no fim da aplicação, quando for utilizar os recursos.
- Você pode escolher a tabela de aplicação do IR conforme seus objetivos.
- Há planos que permitem aplicação inicial reduzida.
- Permite resgates parciais a qualquer hora (observadas as carências e as taxas especificadas em contrato para retiradas).

A previdência do Sicoob, por exemplo, tem dois planos de benefícios: o Sicoob Multipatrocinado, destinado aos empregados das empresas que firmam convênio de adesão com a Fundação; e o Plano Setorial Sicoob Multi-Instituído, destinado aos cooperados, empregados e dirigentes da entidade e seus dependentes econômicos, que já conta com mais de 150 mil participantes e é um dos principais planos instituídos do país em número de pessoas ativas.

Além disso, é uma solução vantajosa porque, em sintonia com o espírito cooperativista, não objetiva lucro e, por isso, oferece melhores taxas e retornos dos investimentos a seus participantes.

Quais são as opções de planos?
Para começar, é bom salientar a diferença entre os planos abertos de previdência (PGBL e VGBL) e os fechados. Não ignore a importância de compreender qual é mais adequado para seu perfil, pois muitas pessoas se confundem com as siglas e acabam escolhendo um ou outro sem realmente entender o porquê.

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) possibilita que o investidor abata as contribuições para a previdência em sua declaração de Imposto de Renda, até o limite de 12%. Por isso, é indicado para quem faz a declaração completa do IR ou para quem deseja, no futuro, fazer resgates parciais do rendimento, funcionando como uma fonte de pensão. Isso é possível porque a tributação é feita somente no resgate, sobre o montante total investido.

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), por sua vez, é mais adequado para quem faz a declaração simplificada do IR, para quem deseja fazer o planejamento sucessório ou um único saque do montante no futuro. Afinal, quem investe em VBGL paga mais impostos ao longo da aplicação (pois não há abatimentos), mas a tributação é apenas sobre a rentabilidade.

Já os planos fechados, embora funcionem de forma similar ao PGBL, apresentam mais vantagens, pois, além de serem exclusivos de algumas classes e associações específicas, a sua gestão é sempre realizada por entidades que não visam ao lucro, o que possibilita oferecer taxas mais competitivas.

É o caso da Fundação Sicoob Previ. Os planos de previdência são fechados, oferecem a possibilidade de deduzir da base de cálculo de IR o valor investido na previdência, observado o limite de 12% da renda anual bruta tributável. Além disso, oferecem benefícios adicionais, como coberturas por morte ou invalidez, permitindo assegurar toda a família contra possíveis imprevistos desde a contratação do plano.

Quais são as formas de tributação?
Após escolher o tipo de plano, no momento da inscrição, é preciso optar por um dos modelos de tributação: progressiva ou regressiva, que, de forma resumida, funcionam assim:

  • - Tributação progressiva (o valor pago de imposto é compensável): no momento do recebimento do seu benefício, será levada em consideração a tabela padrão do Imposto de Renda, a exemplo do que acontece hoje com o seu salário. Em caso de resgate, será descontado 15% do valor, a título de antecipação de Imposto de Renda, sendo ele passível de ajuste na Declaração Anual de Imposto de Renda.

  • - Tributação regressiva (o valor pago de imposto é definitivo): tanto no momento do recebimento do seu benefício quanto no resgate, será levado em consideração o tempo em que cada contribuição ficou aplicada no plano, para que seja determinada a alíquota de IR. Assim, quanto mais deixar o dinheiro investido, menor será a alíquota de Imposto de Renda, conforme quadro abaixo.

Prazo de acumulação das contribuições Alíquota
Até 2 anos 35%
Acima de 2 anos e até 4 anos 30%
Acima de 4 anos e até 6 anos 25%
Acima de 6 anos e até 8 anos 20%
Acima de 8 anos e até 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

A cooperativa poderá ajudar a escolher a melhor opção de tributação, de acordo com o seu perfil, utilizando o simulador tributário.


Quais são as taxas cobradas?
Um ponto muito importante na escolha da previdência privada é o de comparar as taxas cobradas pelas instituições que oferecem esse tipo de aplicação. Isso pode fazer toda a diferença para o seu investimento ser vantajoso ou não.

Nos planos abertos (PGBL e VGBL), normalmente, são cobradas: a taxa de administração (geralmente, trata-se de uma anuidade), a de carregamento (sobre cada contribuição) e a de saída (pode ser cobrada no caso de resgate antecipado) – esta última não existe nos planos fechados.

Não negligencie essa etapa, pois há muita variação entre as tarifas de uma entidade para outra. No caso da taxa de entrada ou de administração, por exemplo, há uma variável de mercado que vai de 0% a 3%. Por isso, pesquise e se informe sobre cada detalhe em relação a elas! No plano fechado oferecido para os cooperados, empregados e dirigentes do Sicoob e seus dependentes econômicos, por exemplo, a taxa de administração é 0,275% ao ano sobre o saldo acumulado.

É possível incluir outros beneficiários?
Sim, a qualquer tempo o participante poderá atualizar seu cadastro.
A indicação de beneficiário é importante porque, em caso de falecimento do participante, os designados não precisarão aguardar inventário para solicitar os valores, observadas as proporções que cabem a cada um deles.


Então, como escolher o melhor tipo?
1 – Para começar, pesquise bem e analise suas opções e escolha uma instituição financeira sólida e confiável para cuidar da sua aplicação.

2 – Considere todos os planos disponíveis e eleja o melhor de acordo com o seu perfil de investidor.

3 – Fique atento ao regime de tributação e reflita sobre os fatores envolvidos (como tempo e valor da aplicação) antes de se decidir entre a tabela progressiva e a regressiva.

4 – Pesquise as melhores taxas. Apesar de não ser o único critério de escolha, pode afetar seu bolso ao longo do tempo. Lembre-se: cooperativas não visam ao lucro e podem cobrar taxas bem menores do que as dos bancos comuns.

5 – Escolha o tipo de renda mais adequado aos seus objetivos futuros. Para conhecer as opções que a Previdência do Sicoob oferece e fazer uma simulação de acordo com o seu perfil, acesse sicoob.com.br/para-voce-previdencia ou simulador.sicoobprevi.com.br.

Agora que você já está consciente de que precisa investir no futuro, planeje-se, poupe e aproveite!

Continue explorando